oportunidade de vim jogar aqui apareceu de repente. Conheci o João Victor em São Paulo que também é do Nordeste e um ano depois ele foi para os Estados Unidos. No ano seguinte conversando com ele, ele falou que iria me apresentar o Walter Roese para me ajudar. O primeiro convite que tive eu não aceitei pelo motivo de que eu não queria ficar longe da minha família, mas depois de um ano vendo que muitos jogadores da minha idade pararam de jogar por falta de oportunidades e isso iria acontecer comigo em algum momento e o meu sonho de ser jogador iria terminar muito cedo como meus amigos terminaram. Então no segundo convite, não pensei duas vezes. E no ano seguinte estava no Estado em Iowa em um Junior College. |
Qual a sua relação com o J.P. Batista? |
Não tenho relação com o Batista, apesar de sermos do mesmo estado e estudarmos no mesmo colégio. Quando estudei no Atual, ele já tinha se formado. Mas ele é um grande exemplo para mim. O engraçado é que o meu head coach também foi o coach dele em Gonzaga. |
Você é mais um atleta do norte-nordeste do Brasil que consegue mais sucesso fora do que no próprio Brasil dentro da modalidade, o que você pode falar a respeito de incentivo ao basquete no norte do país e as dificuldades por lá? |
O incentivo no basquete do norte e nordeste do país quase não existe. Se não fossem as pessoas que amam o basquete do meu estado, acho que já não existiria basquete por lá. Essas pessoas lutam para manter os sonhos de muitos atletas de ser jogador de basquete, mas isso não é possível para que muitos atletas de potencial, e que um dia poderia ajudar o basquete do nosso país desistam no caminho. Muitos deles não têm a sorte de que eu tive de receber um convite para jogar e estudar nos Estados Unidos. E isso só quem perde e o basquete do nosso país. |
Pela Southeastern Community College, você teve um evolução muito grande em termos de números, em suas estatísticas de um ano para o outro, o que mudou ou fez com que você tivesse essa melhora de desempenho? |
O primeiro ano nos Estados Unidos, eu posso afirmar que é o mais difícil. Como eu não falava inglês e o estilo do basquete Americano é muito diferente, o “freshman year” é o mais difícil. Principalmente em um Junior College onde você tem só 2 anos para mostrar o seu basquete e receber propostas de Universidades, ai tem muita competição entre os jogadores. No meu Segundo ano, eu já estava adaptado ao estilo de jogo e fiz um longo treinamento no verão. Com isso conseguir muitas coisas boas. Como muitas propostas de Universidades e sendo First-Team All Conference, First-Team Academic All Conference e Third-Team All America. E esse resultado me ensinou que com muito trabalho mesmo sendo as coisas difíceis, sempre existirá uma boa recompensa. |
Agora o seu irmão Rinaldo Mafra está como “redshirt” na sua antiga escola, quais foram as suas influências e o seus conselhos para ele? |
Ele é mais um com grande potencial do meu estado e que sonha em ser jogador. E se ele ficasse lá, acho que o sonho dele estaria no fim. Quando surgiu uma oportunidade de ajudar ele eu não pensei 2 vezes. Ele esta como “redshirt” porque ele torceu os ligamentos cruzado anterior (LCA) do joelho e teve que fazer uma cirurgia. E nesse momento, ele tem que ter muita força de vontade pra se recuperar e voltar logo. |
Você recebeu cartas de recrutamento de Murray State, Wichita State, Idaho State e Indiana State além de ter sido divulgado o interesse também da University of Kentucky, como foi esse processo e o que passava em sua cabeça com todos esses interesses? |
No meu Segundo ano no “junior college” foi tudo muito interessante para mim. Ver meu basquete ser reconhecido por muitas pessoas e muitas Universidades que estavam interessado em mim. E isso só me fez ficar orgulhoso de mim mesmo e sempre batalhando por meus sonhos. E o que passava na minha cabeça era que eu queria ir a um lugar bom e que iria jogar bastante. E acho que fiz a escolha certa de vim para a San Diego. |
Você está tendo um bom começo em San Diego , na estréia contra Cal State colocou 21 pontos e contra a UNLV conseguiu ajudar bastante na defesa, esse início surpreende as pessoas na escola? |
Aqui em San Diego é muito diferente de um Junior College. Eu estou no meu terceiro ano (Junior Year), mas me sinto como no meu primeiro ano outra vez. Estou me adaptando a outro estilo de basquete e aprendendo muitas coisas novas outra vez. Mas nos meus primeiros jogos estou tendo uma boa atuação e isso com certeza surpreendeu muitas pessoas aqui devido a adaptação de um atleta de Junior College para college ser muito diferente |
Existe uma preocupação em geral dos técnicos com a transição que ocorre com os JC transfer ou jogadores freshman, como vem sendo essa transição para você e como o técnico e seu staff desenvolvem isso contigo? |
A preocupação dos técnicos com essa transição é normal porque um atleta que vem de um Junior College só tem 2 anos para jogar e tem que se adaptar rápido e assim ajudar o programa de basquete . O técnico e os assistentes estão me ajudando bastante, eles sabem que tudo aqui é novo para mim. Assim a relação entre eu e os técnicos é muito boa. Todos os dias aprendo coisas novas com eles. |
O seu novo técnico suspendeu dois jogadores por descumprirem regras do time, quais as lições que você leva do basquete americano em relação à disciplina? |
Uma coisa que me admirar é como os atletas tem que ter disciplina e tem que estudar para passar nas classes caso contrário não jogam. Não importa se seja o melhor jogador do time ou aquele outro que não tem muito tempo de jogo. E isso é uma coisa muito importante que os técnicos americanos fazem. Eles ensinam os atletas a serem disciplinado para a vida. |
Falando no sucesso da equipe em 2007-2008, quais as expectativas do elenco e staff para uma nova aparência e em disputar o Division I NCAA Tournament? |